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AEARV emite carta aberta a candidatos à eleição municipal 2016

Após reunião com associados, entidade listou em um documento oficial as prioridades e sugestões do segmento para a próxima gestão de Bento Gonçalves

 

O compromisso com o diálogo saudável e político que faz parte da filosofia da Associação dos Engenheiros e Arquitetos do Vale dos Vinhedos ganha ainda mais expressão às vésperas das eleições municipais. Diante da relevância do momento político, a AEARV convocou os profissionais de engenharia e arquitetura para um debate democrático em prol do desenvolvimento de Bento Gonçalves na tarde de 26 de setembro. Esse exercício de cidadania resultou em uma carta aberta que compila as demandas sugeridas pelo segmento como prioritárias à próxima gestão pública municipal.

As contribuições para uma cidade com melhores condições de vida estão agrupadas em quatro eixos: Legibilidade e Qualidade dos Cargos Públicos; Investimento em Tecnologia; Plano Diretor Municipal e Democratização dos Espaços Públicos. Essa lista de reivindicações e considerações será entregue a todos os candidatos à prefeitura de Bento Gonçalves – César Gabardo (PMDB), Guilherme Rech Pasin (PP), Neilene Lunelli Cristofoli (PT) e Evandro Speranza (PDT) –, formalizando o engajamento da entidade em relação à pauta política.

“Os candidatos terão em suas mãos um documento com as bases para o aperfeiçoamento e alinhamento de seus planos de governo a partir da necessidade setorial. As demandas apresentadas devem fazer parte de um planejamento de longo prazo que fortaleça o compromisso com a transformação da cidade”, destaca o presidente da AEARV, Vinicius Peruffo. A carta aberta da entidade pode ser conferida na íntegra no site www.aearv.com.br e também pode ser conferida abaixo:

 

INVESTIMENTO EM TECNOLOGIA

– A AEARV julga necessário incluir na lei orçamentária investimentos em integração e comunicação interna, em sistemas de informação além do georeferenciamento. Dessa forma pode-se integrar as diversas secretarias para coleta, mapeamento e análise de dados em diversos pontos do território municipal. A medida implica na desburocratização dos sistemas e no suporte técnico e informatizado para eventuais tomadas de decisões. Essa é uma visão baseada em informação e reunião de dados que, em um horizonte de 10 anos, garante concisão de dados e alinhamento de diretrizes.

– Alinhado a esse posicionamento, a AEARV avalia que o processo de fiscalização atual é passivo. Um sistema integrado possibilitaria, além de comunicação mais eficaz, a criação de um canal com a comunidade a fim de contribuir e garantir a aplicabilidade do artigo 157 do capítulo VII da Lei Orgânica.

 

PLANO DIRETOR MUNICIPAL

– O Plano Diretor é um dos maiores instrumentos de políticas urbanas e impacta diretamente na vida de diversos agentes da cidade. A aplicabilidade desse instrumento é importante para seu sucesso. É sugestão da AEARV capacitar e unificar o conhecimento entre os agentes (técnicos, arquitetos, engenheiros, fiscais).

– Além disso é necessário tornar a proposta operacional, através de vasta discussão e treinamento de pessoal qualificado, o que deve acontecer com o acompanhamento da equipe da UFRGS em conjunto com o corpo técnico do IPURB.

 

DEMOCRATIZAÇÃO DOS ESPAÇOS PÚBLICOS

– Lutar por uma cidade desenvolvida, e planejada para as pessoas, está entre as missões da AEARV. Destinar, priorizar o lugar e a participação da figura humana no espaço urbano deve ser também uma prioridade do poder público. Isso é possível com apoio e atuação conjunta e investimentos em qualificação de transporte público, criação de ciclovias, parklets e eventos que incentivem a ocupação das cidades pelas pessoas.

– Entendemos como necessária a regulamentação para a implantação de parklets, que são áreas de vivência e interação pública. Assim, será possível humanizar e democratizar o uso da rua, tornando-a mais atrativa e convidativa, iniciando um debate e reflexão sobre a cidade que queremos habitar.

– Da mesma forma, a implantação de ciclovias, ciclo faixas e bicicletários vem ao encontro de práticas mais saudáveis, além de ser uma tendência de modal. Como resultado, a cidade terá um trânsito mais democrático, tornando-se mais justa e inclusiva.

– Revisão das vagas de estacionamento na via, visto que estacionar o carro na rua não é um direito garantido por lei, seja na esfera municipal, estadual ou federal. Assim, novos corredores de ônibus e ciclovias podem ser criados. Além disso, necessidades individuais não podem sobrepujar a coletividade.

– A prefeitura deve voltar, também, a atenção à valorização dos espaços públicos subutilizados – o aproveitamento correto desses espaços influencia na comunidade, das relações sociais e no desenvolvimento da cidade. Uma maior circulação de pessoas resulta em favorecimento da cultura local, comércio, segurança e turismo.

 

 

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