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“Engenharia e arquitetura são formações distintas que trabalham juntas”

 

Arquiteto Gustavo Cedroni, do escritório Metro (SP), abre ciclo de palestras do Congresso Estadual da AEARV

 

Um dos painelistas da quarta edição do Congresso Estadual da AEARV, o arquiteto Gustavo Cedroni diz que a parceria entre a engenharia e a arquitetura é fundamental para a qualidade dos projetos. “Em nossos projetos, destacamos a infraestrutura e trazemos ela para o campo da arquitetura, ou levamos a arquitetura para o campo da engenharia. Nesse sentido, não há distinção entre engenharia e arquitetura, e sim duas formações distintas que trabalham juntas”, diz o profissional.

Cedroni mostra, assim, sua análise sobre a temática deste ano do Congresso Estadual – Conectando Profissionais –, cuja abertura ficará a seu cargo, dia 8 de novembro, às 13h30min. “Sem o nosso time de engenheiros, não conseguiríamos trabalhar da forma que acreditamos”, comenta.

Sócio do escritório paulistano Metro, Cedroni quer abordar em sua fala temas como arquitetura, infraestrutura e política. Para isso, mostrará alguns projetos assinados pelo estúdio que divide com o arquiteto Martin Corullon, como o Cais das Artes, em Vitória (ES), a Ladeira da Barroquinha, em Salvador (BA), o Refettorio, no Rio de Janeiro (RJ), e o ITA, em São José dos Campos (SP).

Apesar do Metro trabalhar com diversas escalas de projetos, são os que proporcionam maior contato com o público os preferidos de Cedroni. “Me agrada a ideia de que muitas pessoas que eu não tenho contato direto possam usufruir das minhas ideias. Ao final, me agrada muito os projetos mais democráticos, principalmente no contexto político e social do nosso país”, diz o profissional, que trabalhou com arquitetos como Paulo de Melo Saraiva, Eduardo Colonelli e Rem Koolhaas.

O escritório defende uma abordagem única para cada projeto, pois considera o entorno, os usuários, o clima, entre outras variantes, para conceber cada proposta. O Metro já assinou projetos em cidades como Berlim e Moscou e, apesar das diferenças do mercado brasileiro para os países europeus, o escritório mantém um certo vínculo com as engenharias das edificações. “Muitos projetos aqui ainda partem da matriz estrutural para depois seguir um sentido mais formal. Esse aspecto, a meu ver, é uma virtude”, opina Cedroni.

O arquiteto elogia o aspecto formal da arquitetura brasileira e diz que há uma busca por inovação propiciada por nosso clima, como fica expresso nas marquises, nas varandas e nas áreas ao ar livre que buscam trazer a paisagem externa para dentro do projeto. Entretanto, salienta que ainda se produz uma arquitetura tímida em termos estruturais e de técnica de projeto. “O mercado imobiliário não vê com bons olhos a experimentação no campo da arquitetura e da engenharia”, avalia. “Em consequência disso, temos um enorme mercado de arquitetos e engenheiros que trabalham de forma medíocre, fazendo o que se espera do mercado imobiliário, o mínimo para vender”.

O IV Congresso Estadual da AEARV tem patrocínio Acquamondo, Açopema, Artelana, Bento Gesso, Cammino, Casa de Pedra, Confea, Costaneira, DCA, Dparis Iluminação, Lapividros, Meber, Mutua, Promob, Sole Aquecimento, Todeschini e UCS e conta com o apoio do CAU e do CREA-RS.

 

SERVIÇO

 

O que: IV Congresso Estadual da AEARV – Conectando Pessoas

Quando: dias 8 e 9 de novembro

Onde: Fundação Casa das Artes (Rua Herny Hugo Dreher, 127, Bairro Planalto), Bento Gonçalves

Inscrições: www.aearv.com.br

Profissionais associados AEARV, ASCON e parceiros: R$ 100,00

Estudantes associados AEARV: R$ 50,00

Estudantes não associados (mediante apresentação de comprovante): R$ 110,00

Não-associados: R$ 220,00

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