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Incentivo a construções sustentáveis é tema da palestra de Antônio Macedo Filho

Durante o II Congresso Estadual AEARV, arquiteto enfatizou as pessoas como protagonistas das cidades

 

Impossível falar de desenvolvimento, inclusive o urbano, sem falar do respeito ao meio ambiente. Essa relação entre evolução e sustentabilidade e a importância de políticas públicas relacionadas foi o assunto explorado pelo arquiteto e urbanista Antônio Macedo Filho, na palestra “Políticas Públicas de Incentivo à Construção Sustentável”, no primeiro dia do II Congresso Estadual AEARV.

Ele iniciou apresentando de casos de cidades e bairros que servem como referências mundiais. Destacou que, além de espaços do próprio poder público, há diversas locais de propriedade privada de acesso público que devem ser levados em consideração, já que cada vez mais empreendedores estão buscando esse diferencial. Sobre Barcelona, por exemplo, ele exalta o sistema de recolhimento de lixo. A cidade espanhola conta com um modelo de coleta pneumático, em que os resíduos são transportados a um ponto central por meio de tubulação subterrânea. “A prioridade das cidades deve ser as pessoas. Isso vale para todos os lugares”, enfatizou.

Já no Brasil, que ele considera insipiente nesse aspecto, também há algumas ações de destaque. “Aqui, essa preocupação não é uma regra, mas há algumas iniciativas que estão sendo tomadas pelo país; há legislação de incentivo à construção sustentável”. Uma dessas iniciativas é a Vila Olímpica, que foi projetada para receber atletas de todo o mundo e que recebeu duas das mais importantes certificações ambientais: LEED for Neighborhood Development e AQUA Bairros e Loteamentos. “É o caso de maior sucesso e de maior visibilidade na América Latina de área urbana certificada”, informa. O arquiteto ainda valoriza as leis brasileiras de incentivo fiscal, mas observa que os quadros técnicos do poder público ainda são limitados em qualificação e que a população em geral é desinformada no assunto. “Aí entra a importância de eventos como esse Congresso”, reforça.

Diante da necessidade – e do desgaste – dos recursos naturais, Macedo Filho acredita ser improvável seguir outro caminho para o progresso. Segundo ele, a tendência é que cada vez mais haja obrigatoriedade de medidas como a eficiência energética e a correta destinação dos resíduos. Além disso, cresce o investimento de empreendedores em agregar valores a suas marcas por meio da consciência ecológica. “As certificações são voluntárias e não estão calçadas em incentivo fiscal; são dignas de aplausos, pois partem da vontade do empreendedor de dar o exemplo”.

 

 

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